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Antes e depois na odontologia: o que diz o CFO e quais cuidados tomar

Veja como a Resolução CFO 196/2019 trata imagens de diagnóstico e conclusão, autorização, identificação profissional e limites da divulgação.

Antes e depois na odontologia: o que diz o CFO e quais cuidados tomar
Publicidade odontológicaPublicado em Revisado em Por Sobrero9 min de leitura

A publicação de antes e depois na odontologia gera dúvidas porque a regra não cabe em frases como “está liberado” ou “é sempre proibido”. A Resolução CFO nº 196/2019 regulamentou a divulgação de imagens de diagnóstico e conclusão de tratamentos, mas estabeleceu condições e preservou proibições.

Este conteúdo é educativo e não substitui consulta ao CRO, CFO ou assessoria jurídica. O caso concreto deve ser revisado pelo profissional responsável.

O que a Resolução nº 196/2019 autorizou

A norma autoriza a divulgação de autorretratos e de imagens relativas ao diagnóstico e ao resultado final de tratamentos odontológicos, desde que observadas suas condições.

O próprio CFO esclarece que não houve liberação indiscriminada. A divulgação deve estar ligada ao tratamento realizado pelo cirurgião-dentista que publica e exige autorização prévia do paciente.

Diagnóstico e conclusão não são passo a passo

Uma distinção importante é entre:

  • imagem inicial relacionada ao diagnóstico;
  • imagem da conclusão do tratamento;
  • imagens do transcurso, da técnica ou do procedimento em andamento.

O CFO reforça que publicações de “antes, durante e depois” ou de passo a passo podem configurar infração conforme o Código de Ética. Mostrar etapas cirúrgicas não é equivalente a apresentar diagnóstico e conclusão.

Quem pode publicar

Segundo os esclarecimentos do CFO, a divulgação deve ser feita pelo profissional que realizou o procedimento. Clínicas e pessoas jurídicas precisam avaliar com cuidado a reprodução de casos de integrantes da equipe e a responsabilidade sobre seus canais.

Não presuma que uma autorização genérica permite publicar em qualquer perfil, anúncio, site ou material patrocinado.

Autorização do paciente

A autorização deve ser prévia, livre e específica para a finalidade. O documento precisa explicar onde e como a imagem poderá ser usada.

Também é importante considerar:

  • possibilidade de revogação e efeitos aplicáveis;
  • prazo de uso;
  • canais autorizados;
  • armazenamento seguro;
  • acesso aos arquivos;
  • ausência de condicionamento do tratamento à publicidade.

Como imagens e informações relacionadas à saúde podem ser dados pessoais sensíveis, a análise deve incluir a LGPD. Consentimento para atendimento não equivale automaticamente a consentimento para divulgação.

Identificação da publicação

A publicidade odontológica deve conter identificação profissional conforme o Código de Ética. Nome e número de inscrição precisam aparecer de forma adequada; especialidades e qualificações divulgadas devem corresponder aos registros permitidos.

Em um site, essas informações podem estar na página do profissional e no contexto do caso, mas a organização precisa ser validada pelo responsável.

Resultado individual não é garantia

Mesmo quando a imagem é verdadeira e autorizada, ela representa uma resposta individual. Biologia, condição inicial, adesão, técnica, materiais e acompanhamento influenciam o resultado.

Por isso, evite legendas como:

  • “resultado garantido”;
  • “seu sorriso ficará assim”;
  • “transformação perfeita”;
  • “sem risco”;
  • “resultado em tempo recorde”.

O contexto educativo deve deixar clara a individualidade do tratamento.

Manipulação e edição

Filtros, retoques, mudanças de cor, recortes enganosos, iluminação incompatível e ângulos diferentes podem distorcer a comparação. Mesmo ajustes estéticos aparentemente pequenos reduzem a confiabilidade.

Padronize fotografia clínica e preserve o arquivo original. Se houver corte apenas para adequar o formato, não elimine informações relevantes nem altere a percepção do resultado.

Site, redes sociais e anúncios

O risco muda conforme o contexto. Uma imagem dentro de uma explicação educativa não funciona da mesma forma que um anúncio patrocinado com preço, urgência e promessa.

Antes de usar um caso em landing page, avalie:

  1. O profissional realizou o tratamento?
  2. Existe autorização específica para aquele canal?
  3. A identificação obrigatória está correta?
  4. São mostrados diagnóstico e conclusão, sem transcurso proibido?
  5. A imagem está íntegra e não manipulada?
  6. O texto evita garantia e superioridade?
  7. O paciente pode ser exposto ou constrangido?
  8. CRO e assessoria foram consultados em caso de dúvida?

Alternativas para construir confiança

Uma clínica não precisa depender de antes e depois. Também pode demonstrar autoridade com:

  • apresentação da equipe;
  • explicação do processo;
  • fotografias reais da estrutura;
  • conteúdo educativo revisado;
  • perguntas frequentes;
  • tecnologia descrita sem promessas;
  • casos narrados de forma anônima e autorizada, quando aplicável;
  • clareza de localização e atendimento.

Esses elementos ajudam o paciente a escolher sem reduzir o tratamento a uma imagem final.

Conclusão

O antes e depois odontológico é uma possibilidade regulamentada, não um recurso livre de condições. Autoria, autorização, integridade, identificação e contexto precisam ser avaliados juntos.

Veja como a Sobrero trabalha páginas para odontologia ou solicite uma revisão da estrutura do site.

Fontes oficiais consultadas

Temas do artigo

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